sábado, 6 de fevereiro de 2016

#Euli - Diários do Vampiro: O despertar


Título: Diários do Vampiro: O despertar
Autor(a): L. J. Smith
Editora: Galera Record
Número de páginas: 240
Preço na internet: 20,90 a 39,90


           Comecei a ler os livros do Diário do Vampiro por conta de um amigo que me emprestou todos os livros. Já havia assistido aos dois primeiros episódios da série e até gostei um pouco, apesar de achar meio chatinha. Sempre ficava me perguntando porque o pessoal ficava falando tanto dessa série e comparando-a com Crepúsculo, dizendo que era melhor e que Stephenie Meyer havia plagiado a autora da série. Vou dar minhas impressões acerca disso no final.
          Bem, o enredo original da história e pelo que me lembro da série também, se em uma pequena e tradicional cidadezinha chamada Fell Church onde vive a personagem principal chama Elena. Aparentemente, ela havia se envolvido com os pais em um acidente de carro e eles haviam morrido. Ela então se muda para uma temporada na França, creio que para superar o incidente e logo volta para casa. O livro começa assim que ela chega na casa da tia solteira, onde vive a irmã menor, Margareth de 4 anos. Desde sua volta a protagonista se sente deslocada, como se não pertencesse mais àquele lugar, diferente do que sentia antes. No outro dia, ela vai para a escola e naquele mesmo dia, chega à Robert. E. Lee (acho que é esse o nome da escola) um aluno novo e misterioso que parece ter vindo de outro pais, cujo nome é Stefan Salvatore. Ela se encanta por ele e quer conhecê-lo imediatamente, porém há dois pequenos detalhe: Ela já tem um namorado chamado Matt e Stefan a ignora.
         Ao mesmo tempo que o livro fala sobre Elena, também revela um pouco sobre o personagem do Stefan, que se muda para a cidade a fim de esquecer as lembranças dolorosas e sombrias de seu passado. Por ironia do destino, é naquela mesma cidade que ele conhece uma garota idêntica a que havia amado no passado, mas que havia morrido. Ele sente desejo pelo sangue dela e ficar ao seu lado se torna insuportável.
            Bem, agora vamos a minha opinião sobre o livro: Chato, mas não conseguiu ser pior do que os episódios que eu assisti da série. A escrita é superficial e os personagens parecem ter 12 anos ao invés de 17 (eu acho que essa era a idade deles).

  1. A protagonista Elena é simplesmente insuportável. Ela é chata, mimada, patricinha, egocêntrica, esnobe e egoísta. Ela se acha a rainha da escola, acha que todas as garotas querem ser iguais a ela e que todos os garotos querem pegá-la. Manda e desmanda nas pessoas como se elas tivessem obrigação de obedecê-la. Ela termina com o namorado Matt, sabe que ele ainda parece ser apaixonado por ela e se aproveita disso para pedir ele pra fazer coisas absurdas que claramente o magoam e nem se importa com isso.
  2. Elena fica simplesmente obcecada por um rapaz que nem conhece e que a ignora. Força as amigas a ajudarem-na em planos absurdos e continua insistindo com ele, mesmo quando vê que ele aparentemente estava com Caroline (ex-amiga e rival da personagem). Quando fica com Stefan pela primeira vez, já acha que é o amor da vida dela e que ele a ama louca e desesperadamente.
  3. Se eu conhecesse alguém que aparentemente é vampiro, chegou na cidade há pouco tempo, simultaneamente ao início de ataques à pessoas da cidade e que sempre estava nos locais dos ataques, eu não confiaria tanto nessa pessoa, muito menos ofereceria meu pescoço de lanchinho para ela.
  4. Katherine conseguiu ser uma das personagens mais ridículas que eu já vi na minha vida de leitora e olha que eu já li uma quantidade considerável de livros.
        Os personagens que eu mais gostei até então foram o Matt, que para mim é o melhor amigo de Elena, fazendo praticamente de tudo por ela sem querer nada em troca e Damon, o irmão maligno de Stefan que persegue-o para atormentá-lo por conta de uma briga do passado (que não vou contar qual). Stefan é chatinho, mas até legal, simpatizei um pouquinho com ele também principalmente quando dava foras em Elena.
      O ponto mais positivo da história que eu percebi e talvez só tenha sido eu, foi um certo talento da autora em escrever algumas cenas de suspense. Se não fosse o romance horrível e a droga do triângulo amoroso, seria uma história bem legal. Achei as partes do cemitério e das visões de Bonnie bem legais. Outro ponto positivo foi a parte em que a autora parou, fiquei curiosa para ler o próximo assim que acabei o primeiro.
       
Nota: 2/5

sábado, 9 de janeiro de 2016

#Euli - Querido John



Título: Querido John
Autor: Nicholas Sparks
Editora: Novo Conceito
Número de páginas: 320
Preço na internet: 12,90 a 34,90

        Sempre tive vontade de começar a ler esse livro, não sei porque o nome me chamava atenção. Quando o via, imaginava que teria algo a ver com cartas, algo romântico e ao mesmo tempo dramático. As vezes a gente só lê um livro porque procura por algo que nos faça sentir alivio por algum sentimento que nos aperta o peito, acho que por isso que comecei a ler Querido John. Minhas impressões, é claro, foram diferentes do que eu esperava, mas vamos falar sobre isso mais para frente.
       Neste livro temos a história de John, um jovem rebelde que tem um relacionamento ruim com o pai que de repente vê que está acabando com sua própria vida e decide entrar no exército e Savannah, uma doce moça típica desses livros de romance: criada por uma família tradicional e religiosa no campo, filha única, estudiosa, certinha, ingênua e romântica. Que acabam se conhecendo por um "ato heroico" cometido por John num dia em que ela e seus amigos estavam na praia. Desde então se apaixonam perdidamente e vivem uma linda história de amor que dura alguns dias, até que a realidade cai sobre eles, John terá de voltar para o exército.
       A partir dai, os dois farão de tudo para tentar manter esse relacionamento que cada vez parece mais difícil e ao mesmo tempo, mais intenso. Até que um acontecimento, vem para mudar tudo, acompanhado de uma carta cujo início dá o título ao livro.
        Ao mesmo tempo em que vemos se desenvolver o relacionamento de John e Savannah, vemos algo se modificar na casa do rapaz também. Após anos de relacionamento difícil, John descobre que seu pai tem uma síndrome bem comum nos Estados Unidos, mas pouco no Brasil: A Sindrome de Asperger, o que para mim se torna um dos pontos mais emocionantes do livro e um dos pilares da história. Ver pouco a pouco como a relação entre pai e filho vai se modificando com base na compreensão e no aprendizado é emocionante. Esse talvez foi um dos pontos mais positivos do livro para mim, apesar de amá-la Savannah não era a prioridade. John amava o pai e tinha que cuidar dele.
        O final do livro não foi grande coisa para mim, apesar de me surpreender um pouco o destino dos personagens. Não pude dizer que não o esperava a medida que a história se desdobrava. A parte que mais gostei, sem dúvidas, foi o ultimo paragrafo do epílogo, que foi a parte que me surpreendeu (e meu lado romântico ficou feliz).
        Não sei se devo dizer que esperava mais desse livro antes de lê-lo. Não esperava, pois o livro anterior que li de Nicholas Sparks foi semelhante a esse. Sinopse linda e instigante, para depois terminar em uma história cheia de clichês numa tentativa de fazer meninas bobas chorarem. Não sei se é só comigo, mas esse autor até então não conquistou minha simpatia e creio que não o fará, pois não tenho a intenção de ler mais livros dele por enquanto.
          Querido John é um livro legalzinho, mas para aí. Não me conquistou, não me prendeu e eu realmente não entendi todo alvoroço que se fez com esse livro. É um livro para se ler se não tiver nada para fazer ou nada melhor pra ler, mas ao mesmo tempo, não se deve esperar grande coisa.

            Nota: 2,5/5,0

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Capítulo 9.5 - Especial!

Especial – Minha pequena May
                Ela olhava pela varanda de seu apartamento. Era sem dúvida uma das mulheres mais bonitas de toda Hoenn. Os cabelos castanho-acobreados dançavam com o toque do vento e os olhos azuis quase se misturavam com a tonalidade do céu. Vestia um leve vestido branco que deixava bem perceptível a barriga de cinco meses, sobre a qual a mulher mantinha a mão em uma constante carícia. Sentia-se realizada, agora todos podiam ver que ela já não andava sozinha.
                Logo o barulho de chaves destrancando a porta fez-se ouvir e ela virou-se, sorrindo ao ver o marido entrar no aposento. Assim que a viu, o homem também sorriu, encantado pela beleza da mulher em sua frente, James Primrose se sentia o homem mais sortudo do mundo, ainda não acreditava que ela havia aceitado se casar com ele.
                - Está pronta, querida? – Perguntou enquanto se aproximava e dava-lhe um suave beijo nos lábios, todo o cansaço do trabalho do dia sumira de seu rosto.
                - Estou sim – Respondeu sorrindo enquanto levantava-se – O bebê esteve agitado a manhã inteira. Mal deixou a mamãe se concentrar no trabalho, não é, meu amor? – A última parte foi dirigida à barriga a qual acariciava.
                - Se você cantou pra ele não o culpo – Observou ele e em seguida abaixou-se e imitou uma voz infantil - A mamãe tem a voz mais linda do mundo não é, papai? – Dayene riu e deu um leve tapa no ombro do marido.
                - Bobo! Sabe que eu canto mal pra caramba!
                - Ai! – Reclamou, fingindo uma face magoada – Não me culpe se acho tudo o que você faz perfeito – Continuou, fazendo-a dar um sorriso - Apesar de achar que umas aulas de canto poderiam ajudar.
                Ela fechou a cara e deu-lhe um tapa mais forte que o anterior. Em seguida, foi até a mesa da sala e pegou sua bolsa e conferindo se tudo o que precisava estava ali. Logo sentiu os braços do marido ao seu redor e sua respiração acariciando-lhe suavemente o pescoço causando-lhe arrepios. Seu corpo inteiro parecia exultante ao simples toque dele.
                - Você é a melhor mulher do mundo. Toda vez que te escuto pronunciar meu nome sinto que o mundo inteiro revira pela sensação de borboletas em meu estômago. Acredite, sua voz para mim é como o cantar de mil anjos, não poderia ser mais perfeita – Dayane sentiu que seu coração iria saltar do peito com aquelas palavras, seu marido às vezes tinha o dom de deixá-la muda. Sempre fora assim, desde que começaram a viajar juntos pela primeira vez, por isso, ela sabia que não precisava dizer nada e apenas virar-se e tocar-lhe os lábios com os seus para dizer que sentia a mesma coisa por ele.
                James retribuiu o beijo e, naquele instante, o mundo foi novamente só deles. Lembrou-se naquele fim de tarde na praia de Slateport, quando ele era apenas um jovem inseguro que se declarava para a sua melhor amiga, por quem era apaixonado há muito tempo. De como ali mesmo ela dissera que também estava apaixonada e do primeiro beijo de ambos. Naquele dia ele tivera certeza, aquele sempre seria o melhor dia da sua vida. A ruiva afastou vagarosamente se rosto do dele e escorou a cabeça em seu ombro.
                - Amor, por mais que eu goste de estar aqui, temos que ir logo ou perderemos o horário da consulta – Disse ela com a respiração afetada. Aquilo finalmente despertou-o.
                - Santo Arceus, a consulta! Me esqueci da consulta! – Ele levou a mão aos cabelos e a mulher riu.
                - Calma querido, ainda estamos no horário, mas precisamos ir logo – Isso pareceu acalmá-lo um pouco.
                - Isso, isso, sim. No horário – Pegou a carteira e as chaves do carro que deixara sobre a mesa e a bolsa da esposa que revirou os olhos, ele nunca a deixava carregar peso, por menor que fosse. Segurou sua mão carinhosamente enquanto a puxava para a porta. De repente, parou como se tivesse lembrado subitamente de algo e logo depois virou-se para roubar dela um rápido beijo – Para dar sorte.
                Dayane riu e balançou a cabeça negativamente.
                - Esperanças de que seja menino ou menina? – Perguntou animada.
                - Na verdade, estou mais desejando que tenha todos os dedos das mãos e pés. Dois olhos, um nariz e uma boca e que estes estejam no lugar certo. O resto pra mim está ótimo.
                Andaram rumo ao elevador e apertaram o botão do térreo, ambos em silêncio desfrutando da companhia um do outro. O elevador se abriu poucos segundos depois no andar desejado e se dirigiram ao carro.
                - Mas se eu pudesse dar um chute, diria que é uma menina. Mamãe dizia que a barriga dos meninos é mais pontuda – Falou fazendo a mulher rir alto.
                - Só vamos torcer para que ele ou ela esteja de boa vontade e nos deixe ver dessa vez – Comentou sorrindo.
                Dirigir pelas ruas naquele horário era relativamente tranqüilo, o clima estava fresco e o transito não muito conturbado. Além disso, a clínica era próxima, apenas 10 minutos de carro de sua casa. Assim que viu as paredes marrons e os vidros escuros da fachada do lugar, ela se remexeu no lugar, ansiosa. Queria muito poder ver imagens de seu bebê, ouvir seu coraçãozinho apressado dizendo o quanto estava vivo e saudável e, é claro, saber se teria em seus braços um garotinho agitado ou uma garotinha meiga.



                O carro foi estacionado no estacionamento exclusivo na frente da clínica e logo o homem já estava do outro lado para ajudá-la a sair do veículo, não que ela precisasse, é claro. Aquelas atitudes a faziam revirar os olhos, mas se o marido sentia-se melhor com aquilo, não se importava em deixá-lo fingir que era importante vez ou outra.
                A recepção estava vazia, exceto pela recepcionista que digitava algo em seu computador. O balcão feito de madeira com tonalidades de marrom claro com o nome da consultório na parede de fundo. A esquerda, haviam dois grandes sofás marrom escuro e duas poltronas de estofado bege. Algumas pequenas plantas se distribuíam pelo local e na parede, havia uma televisão de plasma reproduzindo a novela da tarde.
                A mulher se dirigiu a recepcionista, que se chamava Ângela, para confirmar seu horário e pagar a consulta e então sentou-se, esperando ser chamada, o que, segundo a outra, aconteceria em poucos segundos. Pegou uma revista qualquer para ler enquanto James digitava algo em seu celular, parecia ser um assunto importante e provavelmente relacionado ao trabalho, por isso, ela não o incomodou.
                Ouviu então um barulho no corredor ao lado da recepção e logo uma mulher acompanhada do marido apareceu por lá, sorrindo com um envelope na mão. Ambos possuíam mais de quarenta e aparentavam uma felicidade que emanava pelo local. Ângela perguntou como havia sido e a senhora, sem nunca deixar de sorrir, disse que estava grávida sim e que não era apenas um bebê, mas gêmeos. Dayane se perguntou como seria se ela também estivesse grávida de gêmeos, James ficaria feliz, mas com certeza surtaria por algum tempo.
                O telefone da recepção tocou, fazendo-a sobressaltar-se e logo ouviu seu nome ser chamado, juntamente com a orientação entrar na primeira porta a esquerda do corredor e assim ela o fez, acompanhada por James. A médica já esperava por eles, era uma bela moça loira de olhos verdes. Seu nome era Jennifer e havia sido colega de sala de Dayane. As duas sempre foram muito amigas, mas acabaram se afastando um pouco quando a ruiva decidiu sair em jornada.
                Algumas perguntas básicas sobre a gestação foram feitas, apenas para seguir o protocolo de maneira adequada, visto que a médica já conhecia todos os mínimos detalhes da gravidez, foi a primeira pessoa a quem Dayane procurara quando seu teste deu positivo. A seguir, ela apontou para a cadeira aonde seria feito o ultrassom. A ruiva sentou-se e levantou o vestido para expor a barriga, não sem corar diante do olhar de ambos que a encaravam. Jenny cobriu seu quadril com um lençol qualquer e aplicou-lhe o gel frio sobre a barriga, observando a ruiva estremecer ao contato.
                - Alguma expectativa com relação ao sexo? – Perguntou para o casal. Ambos sorriram e negaram.
                - Não, mas ele acha que é uma menina. Disse que minha barriga não está pontuda o suficiente – A resposta foi acompanhada de um riso suave. A médica sorriu.
                - Eu também acho que é uma menina, mas vamos ver o que dizem as imagens – Disse enquanto pressionava o aparelho de obtenção de imagem na barriga da gestante – Já pensaram nos nomes?
                - Mais ou menos. Temos uma idéia, mas ainda não é nada definitivo. Pensamos em May se for uma menina e December, caso seja menino – Dessa vez, foi James que respondeu. Os nomes foram idéia dele, mas ela os adorara. May, o mês de maio, foi quando deram seu primeiro beijo e December ou dezembro, o que se casaram. Não poderiam criar mais nada que combinasse tanto com eles.
                - São nomes bonitos – Comentou sem olhar para James e mexeu  no aparelho mais alguns segundos até obter a imagem que desejava – Aqui está! Já podemos ver o seu bebê – Apontou para a tela e ligou o aparelho de som e logo os batimentos apressados do bebê preencheram a sala. Dayane não pôde deixar de se emocionar.
                Algumas medidas foram feitas para avaliar se o crescimento estava adequado. A médica não pode deixar de comentar o quando a criança estava agitada naquele dia.
                - Bem, agora vamos a ultima dúvida: o sexo do bebê – Disse com um sorriso, era obvio que já sabia, mas queria fazer suspense para  os pais. Moveu o aparelho até focalizar a pelve – Estão vendo isso aqui? – Perguntou ela movendo o dedo por uma parte impressiva.
                - Sim – Respondeu Dayane, incerta do que ela estava querendo lhe mostrar.
                - Acho que o nome será May, afinal – Os olhos da ruiva encheram-se de lágrimas. May... Sua pequena May... É claro que ela já sabia, ela sempre soube. Seria parecida com James? Era o que desejava, mas se parecesse consigo também não se importaria. Por um instante desejou que os dias se transcorressem mais depressa e se transformasse em semanas e as semanas em meses, assim teria logo sua bebê nos braços.
                - Eu falei – Disse James – Os ensinamentos de minha avó sempre dão certo.
                - Sim, assim como você falou para a Caroline que o Brendan seria menina, não é? – Provocou a ruiva.
                - Pequenos equívocos acontecem.
***
                Chegando a seu apartamento após um pequeno lanche, a ruiva se dirigiu novamente até a varanda, onde se sentou para tomar um ar fresco natural e aproveitar o fim do dia, dali era possível ver o por do sol sobre o mar. Lilicove possuía uma das praias mais bonitas da região.
                Ficou ali até o anoitecer, quando o vento frio começou a incomodar-lhe um pouco. James havia voltado ao trabalho, a empresa de pesquisa para tecnologias pokémon estava em seu auge, a cada dia eram descobertas coisas novas por isso precisavam de seus cientistas o máximo possível. A maioria das vezes ela sentia vontade de trabalhar, mas, por conta da gravidez, James e seu irmão (o dono da empresa) fizeram um complô para que ela trabalhasse o menos possível e em casa, o que a irritara profundamente.
                Foi até a geladeira e pegou um pedaço de torta de morango que Archie havia mandado-lhe no dia anterior e que ainda não provara, comeu-a rapidamente, deliciando-se com cada pedaço. Lavou a louça em seguida e, sem ter o que fazer, se dirigiu ao quarto que até então permanecia fechado.
                Era todo pintado em tons claros nas cores marrom, verde, branco e laranja - tons neutros, pois ainda não haviam descoberto o sexo. Compraram o apartamento assim que souberam que ela estava grávida e como o mesmo ainda precisava de algumas reformas, aproveitaram para montar logo o quarto do bebê. Todos os móveis brancos haviam sido escolhidos cuidadosamente, assim como todos os outros detalhes, sendo a maioria deles presente de amigos e colegas de trabalho.


                De repente, sentiu o sono tomar seu corpo e se sentou em uma das poltronas do quarto. Normalmente não sentia sono naquela hora, mas sabia que o relógio biológico das gestantes as vezes eram desregulados. Pôs-se então a observar o berço até que, por fim, caiu no sono.
                “Ela estava em um lugar escuro. Não via ou ouvia nada a não ser o som de sua própria respiração acelerada. Deu pequenos passos rumo a um lugar incerto. Chamou por James e depois por todas as pessoas que conhecia. Nada. Enquanto caminhava um cheiro horrível atingiu suas narinas, cheiro de podridão, de corpos em decomposição. Já havia se acostumado um pouco com a luz do lugar, no entanto, não viu algo que a fez tropeçar e ir ao chão. Ainda um pouco tonta, olhou para o objeto e viu um corpo ensangüentado aos seus pés. Tentou gritar, mas nada saia de sua garganta, como se houvessem arrancado suas cordas  vocais e por isso começou a correr.
                A cada passo que dava, mais corpos pareciam surgir. Todos destroçados ou com ferimentos tão grandes que davam-lhe enjôo, as vezes ouvia algum gemido fraco, mas não sabia sua origem. Aos poucos sentia que o terreno aos seus pés ia mudando e se tornando um solo arenoso até que um som agudo a fez parar. Era um choro de bebê, um choro que parecia desesperado. Automaticamente levou as mãos à barriga, vazia.
                - May... – Gemeu desesperada, onde estava sua filha? Correu para frente e os pés entraram em águas frias, no entanto, a mesma não parou. A cada passo que dava  na água, mais o choro parecia mais alto. Até que parou repentinamente e por algum motivo ela soube que aquele era o fim – May! May! – Começou a gritar desesperadamente.”
                Demorou alguns segundo para perceber que estava em sua cama e que James estava ao seu lado. Aparentemente havia sido acordado bruscamente com seus gritos, ele devia tê-la levado para a cama.
                - Querida? O que houve? Foi só um pesadelo. Está tudo bem – Disse ele segurando em seu braço, ainda meio grogue de sono.
                - Não... Não – Gemeu, ela sabia que algo não estava bem. Um odor de ferrugem atingiu sua narina e ela procurou a fonte. Quando achou, sentiu que seu mundo inteiro desabava naquele instante. Uma mancha vermelha estava entre suas pernas, em grande parte do pijama e o lençol abaixo de si. Ela havia perdido muito sangue – James!
                - Sim?

                - P-precisamos ir para um hospital!  A May... A May está morrendo!


sábado, 12 de dezembro de 2015

#Euli Maze Runner - Ordem de extermínio


ATENÇÃO! ESTE TEXTO POSSUI SPOILERS DOS LIVROS ANTERIORES!


            Olá! Hoje vou trazer para vocês o último livro da saga, Maze Runner (que na verdade seria o primeiro). Demorei bastante um pouco mais de tempo do que o normal para acabar de lê-lo, não porque a história seja ruim (falarei sobre isso mais tarde), mas por ter ficado tanto tempo presa somente em Maze Runner, acabei enjoando um pouco de distopias e intercalei a leitura com livros de outros gêneros, que já estou quase terminando :D. Devo dizer uma coisa agora que li todos os livros é que todas as capas são realmente lindas, me apaixonei por essa e pela segunda. 
                Número de páginas: 381
                Ano: 2013
                Idioma: Português
                Editora: Vergara & Riba
                Preço na internet: Entre R$25,00 e R$42,90

Sobre o autor:
http://neo-hoenn.blogspot.com.br/2015/11/euli-maze-runner-correr-ou-morrer.html

Sobre o livro:
            Este livro, diferente do que vocês podem esperar, apesar de estar relacionado a trilogia não conta a história de Thomas ou dos clareanos, ele é como um spin-off que contará uma história extra que teoricamente seria uma "explicação" ao que ficou solto nos três livros principais. A história se passa cerca de 13 anos antes do início da história principal e aqui o personagem principal será o Mark.
           O livro começa um ano depois que a terra foi devastada pelas radiações solares, em uma montanha onde um grande grupo de pessoas vive em uma espécie de assentamento. Ali conhecemos o protagonista Mark, que creio eu ser um jovem de 19 ou 20 anos; Alec, um ex-militar; Trina, a "namorada" de Mark, Lana, uma ex-enfermeira do exército e outros jovens, chamados Darnell, Sombria e Sapo. O dia está começando de maneira normal, na medida do possível, a floresta aos poucos se recuperando da última catástrofe, quando tudo muda.
            Um berg de repente surge no céu ganhando a curiosidade das pessoas, mas o que se espera ser sinal de boas notícias era o início de uma tragédia. De dentro do Berg saem soldados armados com espécie de arma para lançar dardos, com o qual eles atingem grande parte dos moradores do assentamento, um dos atingidos é Darnell. Alec e Mark conseguem subir na nave graças ao primeiro e lá descobrem, ao observar as caixas, que os dados contém um vírus altamente perigoso. 
             Ao voltarem para o assentamento, alguns dias depois, o cenário está completamente diferente. O cheiro de podridão predomina no ar, há corpos em decomposição espalhados por toda parte e os sobreviventes aos ataques estão em casa, com medo demais para sair. Logo encontram seus amigos e Darnell, encontrando o rapaz ainda vivo, porém irreconhecível pelos ferimentos e pela loucura que havia afetado seu cérebro.
             A partir daí eles partem do acampamento procurando uma área segura, sempre evitando contato um com o outro, apesar de todos acreditarem já estarem infectados. Pouco a pouco a doença vai consumindo o cérebro do grupo e, quando ele encontram uma menina chamada Teresa Didi, que aparentemente era imune, seu novo objetivo se torna levá-la para um lugar seguro, para que a partir dela os cientistas possam desenvolver uma cura. Devo dizer que o final me deixou de coração apertado.
            O livro, na minha opinião, foi do nível do terceiro, apesar de a história dele ter sido um pouco desnecessária. Enquanto o lia, percebi que tinha altos e baixos, em uma parte estava muito bom e nas outras muito chato, semelhante ao que aconteceu no último livro. O mais interessante, foi perceber como a loucura penetrava no interior de Mark, apesar de eu achar que o autor poderia ter explorado mais essa parte e, ao mesmo tempo, acompanhar todo o processo em que a terra foi devastada através dos sonhos dele. 
           Um ponto negativo é que foi um pouco difícil me deixar envolver pelo protagonista que é um pouco sem sal. Teria sido uma história bem mais interessante se ela houvesse sido contada do ponto de vista de Trina ou Didi. Como no terceiro livro, esperei por algo mais que não veio. O melhor do livro foi o final, cerca de 40 páginas, que não posso contar o conteúdo por ser spoiler.
            É um livro interessante, pra mim valeu a pena ler porque tive curiosidade de saber mais sobre o fulgor, minhas dúvidas não foram esclarecidas, mas ainda assim foi bom acompanhar mais de perto os efeitos dele nas pessoas.

Nota: 3,5/5,0

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

#Euli Maze Runner - Cura Mortal


ATENÇÃO! ESTE TEXTO POSSUI SPOILERS DO PRIMEIRO E SEGUNDO LIVROS! 

        Finalmente chegamos ao último livro da trilogia Maze Runner, finalizando assim a história de Thomas e dos Clareanos. Creio que esse livro esteja na faixa dos 30 reais, aproximadamente. 

Sobre o autor:
http://neo-hoenn.blogspot.com.br/2015/11/euli-maze-runner-correr-ou-morrer.html

Sobre o livo:
       Neste último livro, após a chegada dos grupos A e B ao CRUEL, Thomas é levado para dentro de uma sala branca acolchoada, onde fica cerca de 3 semanas vivendo com recursos mínimos e sem poder tomar banho. Após isso, o homem-rato aparece e diz que aquele é o último teste e o jovem levado à sala onde estão seus amigos, ficando feliz por saber que todos estão bem, no entanto, Jorge e Brenda que estão desaparecidos. Thomas sente preocupação principalmente pela garota.
        Logo no início, os jovens são informados da pior coisa que podiam esperar: não existe cura para o fulgor e eles são apenas uma de várias tentativas para que a organização desenvolvesse uma cura. Se não bastasse isso, eles descobrem que apenas parte deles é imune e que os outros com o passar do tempo acabarão mortos pelo vírus, entre os não imunes, está um dos amigos de Thomas. Uma oferta inesperada surge então: todos, se quiserem, podem recuperar suas memórias e é claro que, para Thomas e seus amigos, mais uma vez estão em teste e que a única coisa que a organização quer é colocar algo em suas cabeças. Ocorrerá então uma rebelião, Brendan e Jorge reaparecem e o grupo consegue fugir do CRUEL.
         Após isso, podemos descrever diversos acontecimentos importantes, como a descoberta de um grupo que quer acabar com o CRUEL chamado Braço Direito, com o objetivo de encaminhar o recurso destinados do cruel para a melhor qualidade de vida da população. Além disso, existem diversas cidades criadas para a sobrevivência dos não infectados, porém, ao que parece, todas elas estão infestadas pelo vírus. Os Imunes ou Privilegiados, são de certa forma, odiados pela população, tanto pelos Cranks quanto pelos não infectados e aparentemente, cada vez mais seu número vem se reduzindo misteriosamente, sem que ninguém se importasse.
        O que devo dizer desse livro é que... Bem, foi decepcionante. Não digo que foi um livro ruim, não é isso, mas para mim a qualidade dele caiu muito dos outros dois. Enquanto eu lia, esperava o tempo inteiro por um grande acontecimento ou sei lá, algo grande que marcasse mesmo o fim da trilogia e esse momento não veio. Diversos acontecimentos desnecessários e sem sentido se seguiram um atrás do outro, clichê em alguns pontos, haviam horas que davam vontade de pular, como por exemplo, o final, quando eles retornam ao labirinto para resgatar os imunes, foi muito chataaa. 
           Achei o final da história muito voltado para o Thomas, como se ele fosse o salvador da pátria, o herói benevolente, e, apesar de gostar dele como personagem, o terceiro livro me fez achá-lo um pouco enjoado. Não gostei do final que teve o CRUEL, pois uma organização tão poderosa não cairia de modo tão fácil e nem do Braço Direito.
            O que mais me marcou nos livros foram as mortes, 2 em especial. Uma por ter sido emocionante da maneira como foi, apesar de eu ficar triste por gostar muito do personagem e a outra por ter sido absolutamente desnecessária e patética, eu não era contra o segundo personagem morrer, mas da maneira como foi, cara... Me deixou com raiva pelo autor ter tratado de maneira tão banal, como se fosse um secundário qualquer. Até a morte de Alby no primeiro livro foi mais emocionante.
           Enfim, não que o último livro tenha estragado toda a trilogia, longe disso. Pra quem leu os dois primeiros, termine! Vale a pena. A obra em si é boa e eu não me arrependi de ter lido, como toda a história tem seus prós e contras (e seus haters). Comparando a obra completa com a de Jogos Vorazes, devo dizer que a trilogia de Suzanne Collins foi bem melhor, na minha opinião.

Nota: 3,0/50